UNÍSSONO - Composição para cinco bailarinos | © José Caldeira

Destaque

MADRUGADA
Direcção e Coreografia

Victor Hugo Pontes

Centro Cultural Vila Flor
Guimarães
14 de Setembro 2019

Sábado, às 21h30

A hora do dia – da noite? – em que a máquina do tempo parece mais perfeitamente equilibrada é também a hora mais excessiva. Lusco-fusco, exaustão do corpo, fim de festa, regresso à luz. Dançar a noite toda. No fim o corpo já não pensa, só reage. Todos juntos no escuro: a música, os olhos, as histórias, os tropeções, o corpo suado. Todos consigo mesmos: os olhos fechados, ver muito para dentro, por dentro, o corpo frenético. A noite é de todos, mas a dança é cada vez mais íntima, sozinha. À volta, tudo parece desfocado, tudo parece possível. Sair do próprio corpo, como se os pés deixassem de tocar no chão. Um transe, a máquina do tempo engasga-se. O lugar é difuso, fica algures entre o céu e a terra. «Um leve tremor precede a madrugada»: a hora excessiva acaba depressa, chega o dia, ilumina-se o palco, a ilusão esfuma-se, como se tudo pudesse não ter sido. Por cada madrugada límpida há uma madrugada onde cabe quase todo o escuro das noites em que não se sabe nada do que aconteceu.

Uníssono - Composição para cinco bailarinos

Victor Hugo Pontes

Teatro Micaelense - PARALELO Festival de Dança
São Miguel
28 de Setembro 2019

Sábado


Em Uníssono – Composição para cinco bailarinos, interessa-me mostrar, por um lado, que nenhum objecto artístico é distinguível das pessoas que o compõem e, por outro, que nenhuma ocorrência artística é essencialmente replicável, sendo antes essencialmente única. A composição coreográfica que aqui se apresenta pode representar um ritual, conceito operativo nesta peça: nas sociedades (humanas e animais), os movimentos fundamentais, simbólicos ou funcionais, são ritualizados, definindo à partida a norma e o desvio à norma, o padrão e a inovação, a tendência e a contracultura. A questão é: até que ponto o ritual é representativo? Cinco bailarinos em palco interpretando em uníssono movimentos ritualizados são um só corpo? Oblitera-se a individualidade? A percepção do espectador resulta da harmonia do todo, da especificidade de cada corpo em acção, ou de ambas?
Margem

Victor Hugo Pontes

Centro Cultural do Cartaxo - Festival Materiais Diversos
Cartaxo
3 de Outubro 2019

Quinta

Margem tem como inspiração o romance de 1937 de Jorge Amado, Capitães de Areia, que retrata um grupo de crianças e adolescentes abandonados que vivem nas ruas de São Salvador da Baía, roubando para comer, e dormindo num trapiche – um armazém onde, como uma espécie de família, se protegem uns aos outros e sobrevivem a um dia de cada vez. 80 anos depois da publicação do livro, quisemos questionar quem são os novos capitães de areia, inspirando-nos na realidade social destas crianças, e conscientes de que nem sempre há finais felizes.

Imprensa

NOME pRÓPRIO

+

-

Contactos

Image
Morada

Rua Santa Catarina,

nº 686 2º andar

4000-446 Porto

Tel: + 351 934 428 744

E-mail: prod.nomeproprio@gmail.com

A Nome próprio é uma estrutura:

residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto.

Estrutura apoiada por:

ImageImage

Membro de:

ImageImage

Subscribe to our mailing list

* indicates required
Image
Image