Destaque
Daniela Cruz em co criação com Ángela Diaz Quintela e Carina Albuquerque
08 de Feveveiro, às 16H00/4PM
- Ocelo.
- Eu sei o que isso é: são olhos coloridos que existem nas penas de algumas aves.
- Ocelo é olhar o belo.
- Ocelo é uma deusa, inventada com o mundo que trazemos dentro.
- Ocelo é uma deusa que se revela.
- Há quem diga que se pavoneia.
Ocelo é um espetáculo sensorial e multidisciplinar, dirigido ao público mais jovem, que parte da necessidade de olhar, de forma positiva, para o contexto em que vivemos e pela vontade de criar sobre o belo. Parte também da vontade de explorar o belo como um lugar onde a realidade e a nossa imaginação se encontram; o belo como uma sensação de espanto, de UAU.
- Espanto é espalhar encanto. Esp-anto.
Victor Hugo Pontes
08 de Fevereiro, às 17h00/5pm
"Era Como Um Filme” apresenta um mosaico de histórias entrelaçadas por uma mesma pergunta: se a tua vida fosse um filme, como o contarias? Factos e ficções misturam-se nestes episódios da vida quotidiana, em que o dispositivo cinematográfico transforma as histórias pessoais de cada intérprete na narrativa de uma longa-metragem, ensaiando ligações possíveis e improváveis. Encontramos de tudo aqui: realizadores ficcionais, amantes de cinema, catadores de sonhos, histórias de amor e de perda, histórias de pessoas ao mesmo tempo comuns e extraordinárias. Um filme coral, de ficção autobiográfica, construído a partir de um trabalho criativo de aproximação às especificidades, idiossincrasias e vivências dos intérpretes — protagonistas de um cinema do real simultaneamente poético e particular.
O projecto decorreu de um trabalho intensivo e continuado com este conjunto de intérpretes e as suas biografias desde 2020.
“Nenhum espaço em branco,
nenhuma contradição,
nenhuma vírgula fora do sítio,
nenhum coração ao lado."
Companhia Maior e Victor Hugo Pontes
21 de Fevereiro, às 21h30
A esta hora, na infância neva*
Nesta criação com a Companhia Maior, Victor Hugo Pontes segue uma via eminentemente física, inspirado pelo potencial do corpo que já viveu muito tempo – um contraponto com a sua experiência prévia de trabalhar com adolescentes. Se na pujança da juventude interfere a falta de experiência e autodomínio, na idade maior as limitações são resolvidas com a experiência de palco. Que idiossincrasias se fazem anunciar na fisicalidade destes intérpretes que têm um longo percurso gravado no corpo? Para esta pergunta, Victor Hugo Pontes propôs-se encontrar uma afirmação coreográfica.
Em cena, corpos de diferentes idades sobrepõem-se para evidenciar o contraste, por um lado, mas também para elogiar a beleza do físico amadurecido: um corpo na dança que perdeu força e velocidade mas que comporta memória existencial e ganhou definição e intenção. As gerações mais novas criam um espelho que nos permite reflectir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos... um gatilho do passado, para o futuro em aberto, num presente onde, como escreveu Manuel António Pina, “as cicatrizes do coração permanecem”**, em que o esquecimento é também sabedoria e a infância reaparece, refinada.
[* e **] “A esta hora, na infância neva”, poema de Manuel António Pina em Cuidados Intensivos, 1994.
Agenda
14 de Março, às 21H30/9.30PM
bilheteira
12 de Março, às 21H30
- Estreia -
bilheteira
21 de Fevereiro, às 21h30
bilheteira
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